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CAFÉ SENSORIAL
Em parceria com a Fecomerciários, nosso
Sindicato promoveu no dia 15 de outubro um “Café Sensorial”. O
objetivo deste evento foi transmitir informações a um público
específico, formado por autoridades, representantes de entidades
sociais, empresários, profissionais de RH e empresas de formação
profissional, sobre a inclusão da pessoa com deficiência no mercado
de trabalho.
Estiveram presentes no salão do Parque Balneário cerca de 60
“multiplicadores”, entre eles, Dr. João José da Rocha (Ministério do
Trabalho), Dr. Rodrigo Lyra (presidente OAB Santos), Roberto
Zanarolli (presidente AATS), Dra. Ivete R. Bittencout (INSS),
Vereador Braz Antunes, Augusto Duarte Moreira Neto (representante do
Vice Prefeito de Santos), Ten Cel. Armando Bezerra Leite (6º BPM),
além de representantes de entidades e empresas como o Lar das Moças
Cegas, Copebrás, Hospital São Lucas, Petrobrás, Codesp, Unisanta,
Beneficiência Portuguêsa, Casa da Esperança, Sindicato do Comércio
Varejista, Santa Casa de Santos, Pernambucanas, Casa do Sol, SESC,
Conselho Tutelar, Libras Terminais, Apae, Polícia Militar, Gapa,
Ravel Veículos, C.D.L, Embrapa, Clínica Radiológica de Santos etc.
Assim que chegaram os convidados tiveram a oportunidade de vivenciar
as dificuldades encontradas pelas pessoas com deficiência no momento
de tomar o café, com vendas nos olhos ou com os braços imobilizados,
por exemplo. Foi uma experiência inusitada.
A pedagoga Maria de Fátima e Silva conduziu a dinâmica e proferiu na
seqüência uma palestra, passando informações importantes sobre a lei
8213/91, lembrando que o respaldo para o movimento de inclusão da
pessoa com deficiência no trabalho se apóia no sistema de cotas ou
de reserva de mercado, que prevê um número determinado de vagas a
serem preenchidas por pessoas deficientes.
O evento foi coordenado pelo Prof. Paulo José de Lara, da
Fecomerciários e colocado em prática pela equipe do Sincomerciários,
liderada pelo Secretário Geral, Luiz Carlos Conceição. O presidente
da Fecomerciários, Luiz Carlos Motta não pode comparer ao evento por
causa de problemas de saúde, mas enviou uma mesangem de apoio e
incentivo, confiante no sucesso do Café Sensorial.
IMPRESSÕES
Biloti - Estamos procurando
através desse trabalho divulgar a lei de inclusão dos deficientes,
seja visual ou outro tipo, no mercado de trabalho, falando sobre o
assunto para a sociedade em geral, não apenas para os comerciários.
Estamos comprometidos numa luta para o reconhecimento, respeito e
acolhimento com dignidade das diferentes pessoas que fazem parte de
nossa sociedade. A lei existe, mas é preciso colocá-la em prática.
Braz Antunes (vereador) - hoje ganhei o dia, a semana ou até
o mês. A experiência que experimentei ao entrar aqui foi única. Nós
somos de uma geração na qual as famílias escondiam seus deficientes,
isto ainda acontece e tem retardado a inclusão social das pessoas
portadoras de necessidades especiais no mercado. Eu sonho que
podemos mudar isso e aquilo que sonhamos junto pode virar realidade!
Carlos Roberto Santos (gerente Pernanbucanas)- É a primeira
vez que me vejo nesta situação de “escuridão”. Trabalho com pessoas
deficientes mas não imaginava o tamanho das dificuldades que elas
enfrentam. Hoje a ficha caiu de fato!
Maria Ivani de Paula (assistente socal INSS) - É difícil
viver desse jeito. Temos de tentar colaborar mais com as pessoas que
precisam.
Rodrigo Lyra (presidente OAB Santos) - Essa dinâmica é
interessante para compreendermos como é o cuidado que devemos ter.
Não somos nós que devemos “pegar” no braço do deficiente visual, é a
pessoa que tem de querer “segurar” em você e sentir-se seguro. São
detalhes que aprendemos e nos fazem perceber o quanto precisamos ter
de cuidado em nossas atitudes.
Mária de Fátima (pedagoga) - A recepção dos convidados foi
muito boa, eles falaram, fizeram perguntas e tenho certeza de que o
cumprimento de nossa meta de conquistar multiplicadores foi
plenamente cumprida.
Prof. Paulo José - Nossa federação tem uma política de
trabalho decente, fundamentada no princípio de oportunidade com
igualdade de condições para todos os trabalhadores. O café sensorial
faz parte de um programa derivado dessa política e seus resultados
tem sido muito bons, com resposta positiva das pessoas. Outros
passos serão dados como fortalecer a formação profissional, dialogar
com as empresas. O Café Sensorial não acaba aqui.
DIVERSIDADE
As relações entre as pessoas vem
gradativamente assimilando as suas diferenças, sejam elas culturais,
étnicas, ideológicas ou outras que compartilhadas só irão enriquecer
a aprendizagem de novos valores. Todavia esse processo é complexo,
uma vez que, o comum, o familiar promove a identificação e nos traz
segurança.
Atitudes de preconceito e intolerância entre os homens estão
presentes desde longa data e o momento atual é favorável ao
questionamento mais crítico, fortalecendo os princípios dos direitos
humanos.
A não aceitação das diferenças de credo, raça, cultura, de
orientação sexual, condição física ou mental infelizmente tem
condenado muitos grupos de pessoas à marginalização social.
Em uma sociedade competitiva como a nossa, onde a eficiência e a
produtividade são condições para a ascensão social e econômica, como
uma pessoa com deficiência poderá atingir um status de igualdade?
Como a pessoa com deficiência sobrevive a falta de acessibilidade
aos bens e serviços oferecidos por essa sociedade?
A questão da normalidade é definida por um padrão médio de uma
população e segue um modelo estático, ou seja, os que desviam da
chamada “curva do sino” são uma minoria e a sociedade é feita para
uma maioria. Seria utopia pensar em uma “sociedade para todos”?
Parece que a humanidade está finalmente refletindo seriamente e
entendendo que nunca fomos iguais, somos e sempre seremos
diferentes.
Isso é real e natural e a diversidade entre os homens é que garante
a importância da originalidade de cada um de nós e o respeito a
nossa individualidade. Tratar com igualdade as diferenças na justa
medida da desigualdade constitui o pilar da democracia.
LEGISLAÇÃO
No Brasil o
decreto nr. 3298 de 20 de dezembro de 1999 regulamenta a Lei nr
7853, de 24 de outubro de 1989 e dispõe sobre a Política nacional
para a integração da pessoa Portadora de Deficiência.
Art. 36 – A
empresa com 100 ou mais empregados está obrigada a preencher de 2% a
5% dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas
portadoras de deficiência na seguinte proporção:
I – de 100 a 200
empregados – 2%
II – de 201 a 500
empregaodos – 3%
III – de 501 a
1000 empregaods – 4%
IV – de 1001 em
diante – 5%
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