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MEIO AMBIENTE
NELSON RODRIGUES – ambientalista, membro do Conselho de Meio-Ambiente de Santos, Presidente da ONG SOS Orquidário Íntegro e Defesa Ambiental, Diretor do Sindicato dos funcionários da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo-SINDFESP. email: nelsonrodrigues777@hotmail.com
A CIDADANIA E O MEIO AMBIENTE
Nunca foi tão atual o slogan ,“ pensar globalmente, agir localmente”, como nos dias de hoje, principalmente se levarmos em consideração as mudanças climáticas que vem ocorrendo no planeta de forma crescente.
O conceito que contribui para mudar o comportamento educacional do cidadão é introduzirmos a noção que cada um dos bilhões de seres humanos que habitam o planeta deve fazer a sua parte, considerando que os recursos naturais podem se esgotar, impossibilitando a perpetuação do homem e das demais espécies que habitam nossa casa chamada Terra.
Nossa casa é o planeta Terra, nossa casa é o nosso país, nossa casa é a cidade onde moramos com nossos familiares, amigos, vizinhos e onde trabalhamos gerando recursos para nossa sobrevivência dentro do sistema engendrado pelo homem.Agora, temos que analizar porque as pessoas tem um comportamento diferente fora de suas residências, jogando lixo nas áreas internas dos edifícios, nas calçadas e ruas das cidades, e até em seus locais de trabalho, não tendo o mesmo respeito e cuidado usado em suas casas, justamente pela falta da compreensão de conceitos dos direitos e deveres de cada cidadão, prejudicando o conjunto da sociedade.
Sem dúvida, o lixo é um dos principais problemas urbanos, tanto pelo cheiro, pelo aspecto, pela proliferação de insetos e transmissão de doenças perigosas, entupimento de bueiros e galerias, gerando enchentes que contaminam a água. Atitudes ambientalmente corretas como separar cada tipo de lixo em sua residência (plásticos, papéis, metais, vidros e lixo orgânico) e ainda embalando corretamente materiais cortantes, não esquecendo as pilhas e baterias de celulares, que podem ser recolhidas em locais próprios.
É importante que o encaminhamento do lixo domestico, assim como a reciclagem seja uma exigência de cada cidadão junto a Prefeitura de sua cidade, como medida necessária para diminuir os impactos ambientais, utilizar menos recursos naturais, aumentar a vida útil dos aterros sanitários e assim garantir um futuro mais adequado para as próximas gerações.Não menos importante é a formação de uma comissão de meio-ambiente em seu local de trabalho, juntamente com a direção da empresa, num processo educativo, que não sirva apenas como marketing institucional, mas a manutenção de padrões internacionalmente estabelecidos, seja na indústria, no comercio ou na prestação de serviços, como forma de integrar a vida pessoal e profissional, dentro de uma postura de responsabilidade sócio-ambiental.
A cidadania plena requer uma participação mais ativa, tendo nos conselhos municipais, e em particular no conselho de meio-ambiente, uma forma de interagir nos destinos de sua comunidade e assim participar na discussão das políticas públicas voltadas ao meio-ambiente.Outro espaço aberto dentro de cada cidade onde já existe ou esta em vias de implantação, é a famosa Agenda 21, onde toda comunidade pode ajudar a construir seu próprio futuro.Portanto, participe, estarei aguardando sua manifestação sobre a matéria e outros assuntos de interesse comum através do endereço eletrônico, a disposição de todos. Poluição das Praias
Grande parte dos municípios da região metropolitana da baixada santista é composta por cidades banhadas pelo oceano atlântico, sendo necessário uma atenção especial do poder público quanto aos possíveis poluentes lançados diretamente ao mar.
Apesar dos esforços, as prefeituras não conseguiram resolver os problemas referentes as descargas de esgoto nas praias, que continuam apresentando bandeiras vermelhas indicando que não estão próprias para banho.
Em Santos, o esgoto “clandestino” jogado nos canais de drenagem, poluem as praias, principalmente em dias de chuva quando na possibilidade dos canais transbordarem, as comportas são abertas e todo o esgoto misturado na água é lançado nas praias.Somado a esta situação, temos um refluxo ocasional na boca de dispersão do emissário submarino, observado e relatado por embarcações e surfistas, em dias onde ocorre mudanças climáticas com inversões térmicas acentuadas, ou em dias de forte ressaca.
Outros fatores como a desfavelização da região metropolitana e investimentos mais significativos em saneamento, acompanhado de educação ambiental criarão as condições necessárias para eliminar as emissões de coliformes fecais.
A participação dos surfistas na defesa do meio-ambiente é de fundamental importância, e isso pode e deve ocorrer através da união das ONG’S de caráter ambiental e as entidades representativas do SURF, que dessa forma lutarão pela qualidade da água do mar não sómente para a pratica do esporte mas principalmente por uma questão de saúde pública.
É importante ressaltar a iniciativa da Associação de surf em seu informativo, estar abrindo um espaço democrático para informar seus associados sobre a problemática ambiental de nossa região, onde através do email: nelsonrodrigues777@hotmail.com , estarei a disposição dos amigos do surf para falamos de meio-ambiente.
RECICLAR
O tema da igreja para 2008 é “Vida”, que no sentido mais amplo significa respeitar todas as formas de vida que existe em nosso planeta.É fundamental que tenhamos um processo educacional que mude a visão predatória onde os recursos naturais são infinitos e portanto podemos usar sem preocupação, apenas pensando nos benefícios imediatos e o lucro que obtemos através de sua exploração.
Precisamos pensar de forma sistêmica e nos colocar humildemente como parte de um sistema natural, criado pelo nosso Deus e que temos o dever de preservar. Não existe possibilidade de termos saúde vivendo num meio-ambiente com alto nível de degradação ambiental, seja por agentes químicos, falta de saneamento básico, poluição atmosférica ou mesmo contaminação por radiação nuclear.
O século vinte se notabilizou pelo avanço cientifico e também pelo período da história de maior destruição de ecossistemas importantes para manutenção do equilíbrio das espécies. Agora estamos diante do desafio de continuarmos mantendo essa forma de desenvolvimento e prejudicar as gerações futuras ou aplicarmos de forma urgente e responsável um desenvolvimento sustentável capaz de impedir a destruição da vida.
O título reciclar neste texto significa mudar os conceitos errados, alterar os costumes predatórios, fazer uma auto-crítica para avaliar como cada um pode contribuir para uma melhor qualidade de vida, seguindo o lema dos ambientalista de “pensar globalmente e agir localmente”.
A união das entidades ambientalistas, das instituições religiosas, dos setores da comunidade organizados serão preponderantes para atingirmos esses objetivos, sendo importante resaltar a necessidade de haver encontros propositivos entre todos os atores sociais com vistas a uma melhor integração e aprimoramento de uma nova postura para o século 21
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